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domingo, 12 de abril de 2009

Vulcanismo e Tectónica de Placas




O vulcanismo é o fenómeno geológico mais surpreendente, assunto fascinante para fotógrafos e cineastas. Para o geólogo um vulcão tem a propriedade inestimável de trazer à superfície material silicioso fundido, a que se chama magma.

Ora, o inte­rior do Globo, excepto a parte externa do núcleo, encontra-se em estado sólido. A produção de magma implica, em primeiro lugar, a fusão de uma parte do manto. O magma assim for­mado tem de abrir caminho para a superfície. Quando a alcança, fala-se de vulcões; quando pára na profundidade, aí cristalizando lentamente, cercado de rochas quentes, fala-se de plutões.

Os granitos são rochas plutónicas. O fenómenos magmáticos são, portanto, transferências de materiais em fusão das profundezas para a superfície, ou seja de zonas de temperatu­ras mais elevadas para zonas de temperaturas mais baixas. Trata-se de fenómenos que também transportam calor. Trans­porte de massa e transporte de energia térmica, eis a dualidade que caracteriza o vulcanismo.
Quando, após ter chegado à superfície, o magma arrefece e se solidifica, dá origem a rochas vulcânicas, cujo aspecto é muito característico, tanto ao microscópio como a olho nu. Deste modo, foi possível detectar a presença de rochas vulcâ­nicas em todas as formações geológicas, incluindo as mais anti­gas, as que possuem 3000 milhões de anos, na superfície da Lua, e, graças às fotografias tiradas pelas missões espaciais, sabe-se que a actividade vulcânica também existiu em Mercúrio e Marte. Tudo parece indicar que o fenómeno vulcânico é uma mani­festação das mais gerais no sistema solar e que sempre que ocorre comprova uma actividade interna do planeta.
O mapa dos vulcões actualmente activos à superfície da Terra revela que se distribuem por zonas estreitas e bem definidas. As cristas oceânicas constituem as zonas em que o vulcanismo se revela mais activo, se bem que bastante discreto, dado que na maioria dos casos é submarino. A Islândia, situada na crista médio-atlântica, possui, no entanto, uma actividade vulcânica intensa. As dragagens efectuadas nas cristas oceânicas trazem à superfície lavas recentes, que revelam um vulcanismo muito abundante. Nos continentes as cristas que se encontram em for­mação, como é o caso da zona dos grandes lagos africanos, comprovam igualmente uma grande actividade vulcânica.
Vulcanicamente activas são também as zonas de subducção. Basta lembrar a actividade vulcânica do Japão, das Filipinas, das ilhas da Sonda ou ainda do Chile, do Peru, do México ou da América Central. Apenas as zonas de falhas transformantes são vulcanicamente inactivas. Deste modo, fica clarificado o famoso problema da associação existente entre vulcões e sis­mos. Todas as zonas vulcânicas são sismicamente activas, mas o contrário já não é verdadeiro.



Não existem vulcões actuais na Turquia, na Jugoslávia no Norte da Grécia, tal como tam­bém não existem na zona da falha de Santo André, na Cali­fórnia. Apenas os limites de placas em que existem movimen­tos com uma componente vertical contêm vulcões, quer nas cristas, onde o manto vem fabricar novas superfícies oceâni­cas, quer nas zonas de subducção, em que porções das mesmas superfícies oceânicas desaparecem nas profundidades. As falhas transformantes, zonas ao longo das quais a superfície é con­servada, são somente os locais em que se registam movimen­tos horizontais, sendo, assim, «avulcânicas». A distribuição do vulcanismo pelo Globo parece, portanto, estar de acordo com o princípio da tectónica de placas.

Claude Allègre - A Espuma da Terra. Gradiva



sábado, 24 de janeiro de 2009

Deriva dos Continentes

Nota : no slide 6 onde se lê PANGEA deve ler-se PANGEIA.






O texto seguinte foi retirado e adaptado do livro “ Uma nova concepção da Terra”, de Seiya Uyedra (edições Gradiva)

A ideia de Wegener


Em 1912 o cientista alemão Alfred Wegener (1880-1930) propôs uma nova teoria: os continentes de ambos os lados do Atlântico — norte e sul-americano, euro-asiático e africano — já tinham estado unidos, tendo-se dividido e afastado até atingirem as posições actuais. E afirmava que todos os outros continentes, incluindo a índia, a Austrália e a Antárctida, também faziam parte de um gigantesco protocontinente, a que deu o nome de Pangeia. Wegener acreditava que o Pangeia se tinha mantido unido até finais do Carbónico, há cerca de 300 milhões de anos, e que a divisão se tinha iniciado poste­riormente, culminando na actual distribuição das massas con­tinentais.

Uma vez que o Pangeia era o único continente, encontrava-se rodeado por um enorme oceano. Naquele tempo não existiam oceanos individualizados, como o Atlântico, o Índico ou o Antárctico. Era esta a ideia essencial da deriva continental, que foi a centelha que deu origem a uma nova visão da Terra.

A ideia de Wegener resultou da constatação de que os contornos dos continentes se ajustam como peças de um enorme quebra-cabeças, podendo esta correspondência ser observada por alguém que examine cuidadosamente as linhas de costa ao longo do oceano Atlântico. Esta ideia, tão simples, foi considerada ridícula na época, visto entrar em conflito com a crença universal de que a crosta terrestre não se movia.

Wegener, meteorologista por formação, foi um dos pioneiros no campo da observação meteorológica de alta altitude. A exploração, que realizou, do até então desconhe­cido continente da Gronelândia também contribuiu para a investigação nesta área. O culminar destas diversas activi­dades traduziu-se na concepção e desenvolvimento da teoria da deriva continental. Esta começou por ser uma simples ideia, mas Wegener não a abandonou: desenvolveu-a resolu­tamente e sistematizou-a. Foi esta perseverança que fez dele um grande cientista. A qualquer cientista ocorrem espo­radicamente ideias, mas a maior parte delas não são desen­volvidas e são esquecidas por parecerem demasiado fantásti­cas ou impraticáveis. A maioria é, na realidade, inútil. Aliás, Wegener confessou que ele próprio considerara a possibili­dade da deriva continental como algo fantástico e impossível, não lhe tendo de início dado a devida atenção. Contudo, ao contrário de muitos cientistas que desistem de ideias interes­santes e posteriormente se arrependem, iniciou o desenvol­vimento da sua, aparentemente simples, teoria, procurando obter novos conhecimentos através do estudo da geologia e da paleontologia, campos distantes da sua especialidade. Este projecto, concebido em 1910, foi interrompido pelas expedi­ções à Gronelândia e pelo serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial, na qual foi ferido. No entanto, tais obstácu­los não o demoveram. Em 1915 publicou um trabalho monumental, Die Entstehung der Kontinente und Ozeane (A Origem dos Continentes e dos Oceanos), revisto por ele próprio três vezes até 1945, e em 1924, conjuntamente com o meteorologista Koppen, Die Klimate der Geologischen Vorzeit (O Clima no Decor­rerdos Tempos Geológicos), tendo, durante este período, publi­cado ainda diversos outros artigos.

Estes trabalhos foram fruto da sua concepção revolucionária da Terra, desenvolvida a partir do conceito da deriva continental. Parecia que a mo­derna ciência da Terra tinha evoluído na mente de um homem excepcional que se encontrava dezenas de anos avançado no tempo.


Duas surpresas neste post e na aula. Acabei a ler umas páginas deste velhinho livro da Gradiva "Uma nova Concepção da Terra, da autoria de Seiya Uyeda. Pena que só possa ser encontrado nas bibliotecas.

A primeira surpresa o interesse dos alunos pela crise permo-triássica, o que quer dizer que esta nova geração seja menos Uniformitarista e tenha uma inclinação pelo Neocatastrofismo. Um catastrofismo com causas bem naturais. A segunda surpresa veio dos glaciares em África, e um mundo gelado no final do Paleozóico... uhau! Foi ver uma turma de sétimo a delirar com uma "idade do gelo" tendo como estrelas os Leões e as Hienas. Bem lá tive de lembrar aos "catraios", que na última aula ficou claro que no Paleozóico quem dominava eram as .. Trilobites e mamíferos como as hienas e leões, eram apenas projectos.. da Evolução.

Assim em baixo transcrevo partes deste capítulo de Seiya Uyeda:

Ligação directa

A mais convincente evidência da ligação directa entre os continentes é a distribuição dos antigos glaciares. A glaciação produz-se na Terra a intervalos regulares. No Quaternário, que dura há cerca de 2 milhões de anos, a Terra passou por vários períodos glaciários, separados por períodos interglaciários. Durante o último período glaciário, que terminou apenas há cerca de 10 000 anos, a maior parte da Europa e da América do Norte estava coberta por espessas camadas de gelo. Contudo, durante o período que antecedeu o Quater­nário a Terra esteve livre das glaciações por mais de 100 mi­lhões de anos. Desconhecemos ainda o motivo por que ocorrem as glaciações apenas em determinadas alturas, o que constitui um interessante tópico de debate, mas não podemos examiná-lo aqui por razões de espaço.
O que nos interessa é o tipo de evidência que os glaciares deixaram no decorrer da história da Terra. Um espesso gla­ciar continental sulca as rochas ao mover-se, deixando traços inconfundíveis, denominados estrias glaciarias, esculpe aciden­tes topográficos, como vales glaciários de paredes abruptas, fragmenta e mói as rochas, transporta estes fragmentos para jusante e, à medida que se funde, deposita-os na parte frontal do glaciar. Os depósitos sedimentares resultantes são tão característicos que essa origem glaciaria pode ser facilmente reconhecida pela vista treinada do geólogo, mesmo decorri­dos milhões de anos desde a fusão do glaciar. O exame das distribuições dos glaciares na antiga história geológica da Terra revela que existiam extensas áreas glaciadas no Permo--Carbónico, há, aproximadamente, 300 milhões de anos, e que esta glaciação afectava todos os continentes do hemis­fério meridional.
Olhando para o mapa respectivo, figura 1 deparamos imediatamente com um aspecto relacionado com a distri­buição dos glaciares: regiões tropicais, como a índia e a África, encontravam-se sob gelo, ao passo que não existem praticamente vestígios de glaciação no resto do hemisfério norte durante este período, mesmo em massas continentais próximas do actual pólo norte.



A teoria da deriva continental proporciona-nos uma expli­cação bem definida. Na figura abaixo, podmos observar o continente original Gonduana, podemos ver que as áreas glaciadas formam uma camada de gelo quase circular sobre a região polar. Foi, provavelmente, devido a esta impressiva evidência que a teoria da deriva continental atraiu defensores entusiastas, como o sul-africano A. L. du Toit e o tasmaniano S. W. Carey, mesmo após ter sido virtualmente abandonada pela maioria dos geólogos do hemisfério setentrional.


Os geólogos do hemisfério meridional, pelo contrário, tendo observado os antigos vestígios glaciados, sabiam que estes só podiam ser ex­plicados se fosse possível provar que os continentes se tinham movido.



domingo, 18 de janeiro de 2009

Breve História da Vida na Terra

Tempo GeolóGico

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Os grandes acontecimentos da história da Terra estão registados nas rochas. Ao estudar as rochas e os fósseis, os geólogos podem conhecer a história das mudanças ambientais que ocorreram na Terra e compreender a evolução dos seres vivos, bem como o desaparecimento total ou parcial de espécies - extinções em massa.

A história da Terra está marcada por vários acontecimentos de carácter cíclico que fazem parte do registo geológico. Os sucessivos arrefecimentos - glaciações - e aquecimentos globais alteraram a temperatura à superfície do planeta. As subidas e descidas do nível do mar - transgressões e regressões marinhas, modificaram a linha de costa. O impacto de meteoritos provocou intensas erupções vulcânicas que libertaram grandes quantidades de cinzas e gases tóxicos que modificaram a composição da atmosfera.

O tempo geológico está relacionado com os grandes acontecimentos da história da Terra, desde a sua origem até à actualidade.

O tempo geológico está dividido em etapas, formando a escala do tempo geológico - um calendário da história geológica da Terra. Cada intervalo de tempo nesta escala está relacionado com um conjunto correspondente de rochas, fósseis e acontecimentos geológicos. A escala está dividida em etapas designadas por Eons, que foram divididas em Eras, por sua vez divididas em Períodos.

Como evoluiu a vida na Era Paleozóica?

A etapa mais longa da história da Terra, desde a sua formação até há 550 milhões de anos, denomina-se Pré-Câmbrico. Os primeiros fósseis que se conhecem têm cerca de 3,5 mil milhões de anos e parecem ser antigas cianobactérias. Estes seres vivos muito simples terão formado colónias e evoluído para células eucarióticas.

Durante o Pré-Câmbrico evoluíram algas fotossintéticas que enriqueceram em oxigénio os mares e a atmosfera. Este foi o acontecimento biológico mais importante a seguir à origem da vida. A evolução seguiu o seu percurso e desenvolveram-se os primeiros seres vivos pluricelulares a partir dos eucariontes.

Seguiu-se a Era Paleozóica, caracterizada por uma explosão de biodiversidade aquática no Câmbrico. Nos mares quentes evoluíram numerosos grupos de animais aquáticos invertebrados com esqueleto, como as trilobites e os corais. O desenvolvimento do esqueleto terá sido uma das causas do abundante e diversificado registo fóssil desta Era.

Durante a Era Paleozóica desenvolveu-se uma grande diversidade de fauna e flora. Surgiram os primeiros Peixes, Anfíbios e Répteis. Iniciou-se a colonização dos ambientes húmidos da Terra por plantas semelhantes a musgos. À medida que ocorria a evolução biológica, algumas formas extinguiram-se, como aconteceu com as trilobites e outros organismos marinhos.

O final da Era Paleozóica foi marcado por uma extinção em massa de muitos seres vivos aquáticos e terrestres.

Mesozóico - a Era dos grandes répteis

Após a extinção em massa do final do Paleozóico, seguiu-se a era Mesozóica, durante a qual a Terra voltou lentamente a enriquecer em vida. As florestas de fetos foram sendo substituídas or florestas de árvores com pinhas, como as sequóias, e outras, omo ginkgos e palmeiras primitivas. No final desta Era surgiram s plantas com flor.

O Mesozóico foi a Era dos Répteis, tendo os ictiossauros e pterossauros dominado a Terra, esta Era também apareceram os primeiros mamíferos semehlantes a pequenos musaranhos.

O clima era quente e nos lares abundavam amonites que se extinguiram no final do Mesozóico, juntamente com os grandes répteis e a maioria das outras espécies.

Cenozóico - a Era dos Mamíferos

Seguiu-se a Era Cenozóica, durante a qual evoluíram os mamíferos. No início desta Era ocorreu a explosão da biodiversidade das plantas com flor, que ocuparam numerosos ambientes evoluíram até às formas actuais. Desenvolveram-se ecossistemas com plantas herbáceas, como savanas e pradarias. Os répteis encontram-se representados pelos lagartos, crocodilos, tartarugas e serpentes.

Nesta Era as Aves e os Mamíferos con-íguiram colonizar todos os ambientes, evoluindo para uma enorme biodiversidade. Os hominídeos também surgiram no cenozóico, evoluindo até às formas actuais.

As grandes etapas da história da Terra têm sido marcadas por extinções em massa. Foi o que aconteceu com as trilobites, no final do Paleozóico, e com os dinossauros, no final do Mesozóico.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Como datar os principais acontecimentos da História da Terra?

A Terra não tem apenas 5000 anos!
afirmou Leonardo da Vinci no século XVI.


Este famoso pintor e cientista foi dos primeiros a concluir que os fósseis são restos de seres vivos preservados no interior de sedimentos; por isso, os sedimentos têm a mesma idade dos fósseis que contêm.


Como datar os principais acontecimentos da história da Terra?

No século XVII, Steno, um geólogo da época, concluiu que os sedimentos se dispõem em estratos (ou camadas) e que os mais recentes se depositam sobre os mais antigos - Princípio da Sobreposição dos Estratos.


Na Natureza, encontramos frequentemente estratos horizontais, estratos inclinados, estratos dobrados e estratos com falhas.

As rochas sedimentares resultam, na grande maioria, de materiais provenientes da alteração de outras rochas que, depois de transportados, se depositam devido ao seu próprio peso.

Os depósitos ou sedimentos experimentam uma série de transformações, acabando por formar rochas sedimentares.
A deposição de materiais verifica-se com mais frequência em zonas submersas, como acontece em mares e lagos, sendo os sedimentos mais antigos recobertos por sedimentos mais recentes.

Formam-se assim camadas sucessivas e sobrepostas, chamadas estratos .

Numa sequência de estratos que tenham conservado a sua posição original, os estratos são paralelos e horizontais, sobrepondo-se os mais recentes aos mais antigos. Deste modo, a posição relativa dos estratos, segundo a vertical, representa o sentido de passagem do tempo.

Simultaneamente com a deposição de partículas sedimentares, pode ocorrer a deposição de organismos mortos, que acabam por ficar recobertos pelos sedimentos que continuam a depositar-se.

As conchas de amonites, por exemplo, mais duras que a parte restante destes seres vivos, ficam incluídas nos sedimentos e comprimidas por eles. Com o tempo também podem ser destruídas, deixando a marca da sua forma na rocha que se estava a formar.

Conclusões
  1. Os fósseis são restos ou vestígios de seres vivos que existiram em épocas geológicas anteriores à actual, tendo a mesma idade da rocha que os contém.
  2. As rochas sedimentares apresentam-se, geralmente, em estratos e podem conter fósseis.
    Os fósseis são contemporâneos das rochas onde estão incluídos.

domingo, 4 de janeiro de 2009

A Terra conta a sua história - Estudo dos Fósseis

O estudo dos fósseis é fundamental para a reconstituição da história da Terra e das suas etapas.

Resumo dos conteúdos da aula

Mas, o que são os fósseis?

Fósseis são restos ou quaisquer outros vestígios de seres vivos que viveram em épocas geológicas anteriores à actual.

Fossilização é o conjunto de fenómenos físicos, químicos e biológicos que permitem a formação de fósseis.

Paleontologia é o ramo da Geologia que estuda os fósseis.

Para se formar um fóssil, é necessário que haja condições para essa formação. Quais?

Mumificação ou Conservação Total é o mais raro processo de fossilização e são necessárias condições especiais para que possa ocorrer, ou seja, o ser vivo, ou parte dele, deverá ser envolvido logo após a sua morte, por uma substância impermeável, como, por exemplo, âmbar ou gelo. Exemplo: insectos em âmbar e mamutes na Sibéria.



Mineralização consiste na substituição gradual das substâncias originais do ser vivo por substâncias minerais, mantendo com perfeição as características originais. Exemplo: Dentes.


Moldagem é um processo de fossilização, em que apenas se preservam as partes duras dos seres vivos, como conchas, dentes e ossos, desaparecendo totalmente a parte mole.


Este tipo de fossilização é facilitado pela existência de sedimentos depositados em meio aquático.
Neste processo diferenciam-se duas formas de moldagem o:

molde externo - quando a parte exterior do ser vivo desaparece, deixando a sua forma gravada nas rochas que o envolveram. Expl. Fetos.

molde interno - quando os sedimentos entraram no interior da parte dura (por exemplo, concha) e quando esta se dissolve fica o molde da parte interior. Exemplo: moldes de Amonites.


Marcas é o tipo de fossilização mais abundante em que permanecem vestígios deixados pelos seres vivos: pegadas, ovos, etc.
Exemplo: pegadas de dinossáurios, ovos de dinossáurios.


Fósseis vivos são fósseis de espécies que ainda existem, constituindo o melhor testemunho da evolução da vida na Terra, mostrando-nos que, ao longo do tempo, os seres vivos sofreram modificações quando comparados com as espécies actuais. Expl: Náutilus



Qual é a importância geológica dos fósseis?


1. permitem a determinação da idade relativa dos terrenos;
2. revelam a extinção dos continentes e mares nas diferentes eras geológicas;
3. permitem o conhecimento das condições climáticas em cada era;
4. determinam a área de dispersão dos animais e plantas nessas eras;
5. permitem a reconstituição da respectiva fauna e flora.


Os fósseis são testemunhos da extinção de espécies e também da evolução das espécies, isto é, do aparecimento de uma nova espécie devido ao desaparecimento de uma outra que lhe deu origem.


Os fósseis de idade ou fósseis estratigráficos são os que permitem datar os estratos em que se encontram, por serem contemporâneos da sua formação, ou seja, têm a mesma idade. Um exemplo de fósseis de idade são as Trilobites (Paleozóico).



Os fósseis de idade possuem as seguintes características:


  • surgem apenas num determinado intervalo de tempo;


  • esse intervalo de tempo corresponde a um curto período de tempo geológico;


  • apresentam uma grande área de distribuição geográfica;


  • são em número muito elevado.

Fósseis de fácies são fósseis que pela sua presença indicam as condições do ambiente em que as rochas que os contém se formaram. Um exemplo típico destes fósseis são os corais, cujo ambiente actual retrata a reconstituição do ambiente passado.






Mapa de Conceitos



domingo, 23 de novembro de 2008

Penas luxuosas!



As penas do Epidexipteryx hui, a nova espécie de dinossauro descoberta na China, eram simplesmente um luxo - mas não serviam para voar.


O animal, do tamanho de um pombo e descrito por Fucheng Zhang e colegas da Academia Chinesa de Ciências na revista científica "Nature" , é o parente mais próximo das aves e dos dinossauros, mas a estrutura de suas plumas indica que elas serviam apenas para cobrir e adornar o corpo, e não como ferramentas para decolar.

Com 160 milhões de anos, este dinossauro penoso possuia longas penas caudais que podem ter ajudado a atrair o sexo oposto.

Artigo do Jornal Público, 23 de Outubro 2008



Não tinha mais de 200 gramas, era carnívoro e as penas serviriam para conquistar as fêmeas
As rochas da China revelaram mais um enigma do Jurássico, pronto para entrar na lista dos cinco dinossauros mais estranhos do imaginário das crianças (e dos adultos). O Epidexipteryx hui não era maior do que um pombo, tinha penas, era carnívoro, mas provavelmente não conseguia voar. A descoberta foi publicada hoje na revista científica Nature, por um grupo de investigadores da Academia de Ciências da China.
Os fósseis do Epidexipteryx (que significa "o que tem penas de exibição", em grego) foram encontrados em Ningcheng, no Norte da China. Os fósseis são do Jurássico médio e tardio. Estima-se que o predador tenha vivido entre há 168 e 152 milhões de anos, um pouco antes da famosa Archaeopteryx, a primeira ave, com um aspecto próximo do dos dinossauros.
O Epidexipteryx era um carnívoro bípede (um terópode) pequeno, com o corpo coberto de penas que não eram apropriadas para voar. A sua característica mais distinta: as quatro longas penas, que saíam cauda e ficaram bem preservados.
Os investigadores julgam que as penas são ornamentais e que cumprem uma função importante para a reprodução. Há muitas espécies aves com penas grandes e de cores exóticas, que são importantes p o ritual de acasalamento. O mesmo poderia acontecer com o Epidexipteryx.
O novo dinossauro deveria pesar menos que 200 gramas. O esqueleto tinha várias características parecidas com os das aves e os paleontólogos colocaram a espécie ao lado das primeiras linhas evolutivas dos dinossauros voadores.
"O Epidexipteryx é o mais antigo dinossauro terópode conhecido ( tem penas ornamentais", diz o artigo na Nature.
Mas esta plumagem sem funções para o voo leva os autores do artigo a conjecturar que, evolutivamente, as penas aparecer primeiro para funções de comportamento e só depois foram utiliza' para voar.
A única alternativa será se os antepassados desta, espécie tiverem' desaprendido" de voar, como aconteceu com a galinha e a avestruz. Se qual for o caso, é obrigatório que este dinossauro apareça na próxima sequela do filme Jurassic Park.

Artigo de Nicolau Ferreira, Público quinta-feira, 23 de Outubro 2008


Estudo dos fósseis - Introdução

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Iguanas do Arquipélago dos Galápagos

Documento 1

Um site muito interessante. Clica no link em baixo e podes fazer uma viagem virtual à fauna do Brasil entre os 90 e os 70 M.a.

"As máquinas do tempo continuam confinadas à ficção científica, mas um grupo internacional de pesquisadores acaba de chegar o mais perto possível de uma viagem ao passado do Brasil, durante a última fase da Era dos Dinossauros. Eles concluíram a reconstrução mais abrangente já tentada da fauna do país entre 90 milhões e 70 milhões de anos atrás, reunindo todos os vertebrados fósseis conhecidos dessa época. Os animais reunidos pela “máquina do tempo” dos paleontólogos não viveram em todo o Brasil. Eles são oriundos do chamado grupo Bauru, o conjunto de rochas mais rico do país em termos de resquícios dessa época. Essas formações rochosas são encontradas no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. É bem provável, no entanto, que as regiões vizinhas -- como a capital paulista e Belo Horizonte -- abrigassem os mesmos bichos. "


Documento 2

Quando chegou ao Arquipélago dos Galápagos, Darwin só não praticou seu desporto preferido, a caça, porque os animais eram muito dóceis e não fugiam, não fogem ainda, quando vêem os humanos. Ele deixou a carabina de lado, pegou numa iguana marinha com as próprias mãos e jogou-a na água várias vezes, para analisar o comportamento e o modo de nadar destes animais que ocorrem apenas nestas ilhas.
Ao nadar, os indivíduos da espécie Amblyrhynchus cristatus, colocam as patas para trás e balançam o corpo de lado, incluindo a cauda que tem metade do tamanho do corpo que é, nos adultos, de um metro. A sua coloração é preta o que ajuda na camuflagem de predadores no substrato de lava endurecida e negra, mas principalmente porque os ajudam a absorver calor, pois a água do mar é fria e as iguanas precisam se aquecer depois de se alimentarem de algas que crescem aderentes a rochas a dez metros ou mais de profundidade.

domingo, 19 de outubro de 2008

Lição nr. 9 e 10 - Terra um Planeta com vida

Origem da Biodiversidade

Documento 1 - Origem da Vida na Terra



Documento 2 - Biodiversidade e Darwin

Darwin e a volta ao mundo pelo Beagle Conheça a teoria revolucionária que surgiu das observações de uma viagem

Marinheiros, é hora de içar âncoras! Passageiros, embarquem! O capitão avisa que o veleiro Beagle está pronto para começar sua viagem ao redor do mundo! Os ventos que impediram o navio de zarpar duas vezes não apareceram hoje, 27 de dezembro de 1831, e o Beagle parte da Inglaterra. Leva a bordo um jovem inglês de 22 anos chamado Charles Darwin, o naturalista do navio. Seu trabalho é observar e estudar as características geológicas e naturais dos locais visitados. Darwin não receberá salário, mas quem precisa de dinheiro? A recompensa virá quando ele retornar à Inglaterra após cinco anos de viagem. Na bagagem, trará observações para desenvolver a teoria fundamental da biologia: a teoria da seleção natural.
Quem não gostou da viagem foi o pai de Darwin. Ele estava preocupado com o futuro do filho. E tinha motivos de sobra! Darwin havia abandonado a faculdade de medicina e, na época da partida do Beagle, estudava na Universidade de Cambridge para ser pastor. O pai de Darwin nem poderia imaginar que seu filho seria um importante cientista. Afinal, na infância, Darwin era considerado pelos professores um aluno com inteligência abaixo da média.



A bordo do Beagle, Darwin passou cinco semanas explorando asilhas Galápagos (imagens: Ciência Hoje na Escola, volume 9)
Darwin embarcou no veleiro e trabalhou muito para ser respeitado como cientista. Atingiu seu objetivo ao propor a teoria da seleção natural. Até o século 19, era aceita a idéia de que animais, vegetais e o homem foram criados por Deus e não mudaram desde então. Mas, durante o trajeto do Beagle, Darwin supôs que os seres vivos se modificavam. Notou que eles se adaptavam ao ambiente em que viviam e apresentavam características diferentes de acordo com o lugar que habitavam. Observou ainda que as espécies extintas e as atuais tinham pontos em comum.
Ao voltar a Londres, Darwin tentou descobrir por que os seres vivos se adaptavam ao ambiente. Em 1837, começou a pesquisar criações de animais e plantas. Viu que os fazendeiros escolhem para a reprodução animais com características vantajosas, como a força. O objetivo é aprimorar a espécie, pois os filhotes herdam as características dos pais. Mas como aplicar a seleção aos organismos que vivem na natureza?

A solução veio quando Darwin menos esperava! Em 1838, ele leu o livro Ensaio sobre o princípio da população, de Thomas Malthus. Segundo Malthus, é preciso controlar a natalidade para evitar epidemias, guerras e catástrofes geradas pelo excesso de população. Darwin percebeu que os seres vivos lutam pela sobrevivência e o vencedor é a espécie melhor adaptada ao ambiente. Os mais aptos e adaptados vivem por um período maior de tempo e geram mais filhos. Já os seres vivos menos aptos vivem menos e deixam número menor de descendentes. De forma gradual, aumenta a freqüência de mais aptos e diminui a de menos aptos. Até que os menos aptos desaparecem e são substituídos pelos mais aptos. Darwin havia formulado a teoria da evolução pela seleção natural! Mas o naturalista decidiu não escrever nenhuma linha sobre ela...

Mara Figueira
Ciência Hoje/RJ29/05/01


Queres ler a continuação da história ? clica neste link :
http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/2622


Documento 3 - Um pouco mais de... Darwin


A Origem da biodiversidade - contributos da Teoria Darwinista Na tentativa de encontrarem uma explicação para a diversidade da Vida na Terra, Charles Darwin e Alfred Wallace estudaram os ecossistemas em algumas ilhas do Oceano Pacífico.
Charles Darwin observou, nas Ilhas Galápagos, várias espécies de seres vivos, entre os quais umas iguanas marinhas. Estas eram idênticas às que Darwin tinha visto na Floresta da Amazónia a treparem às árvores para comerem frutos, mas mais pequenas e com um comportamento peculiar. Eram destemidas mergulhadoras e alimentavam-se essencialmente de algas, que cresciam nas rochas do fundo do mar. Apresentavam garras mais longas do que as iguanas da Amazónia, o que lhes permitia agarrarem-se às rochas, e podiam mergulhar durante mais de meia hora.
Como resultado das suas investigações, Darwin e Wallace formularam a Teoria da Evolução pela selecção natural. Segundo esta teoria, só sobrevivem os seres vivos melhor adaptados às condições do meio ambiente. Os seres seleccionados pela Natureza possuem um conjunto de características hereditárias, que os tornam mais aptos para sobreviverem, reproduzirem-se e originarem, ao fim de muitos anos, outros seres com algumas diferenças em relação ao padrão original. Com este mecanismo, uma espécie ancestral pode originar várias outras ao fim de muito tempo.