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domingo, 14 de dezembro de 2008

Espinossauros ao Domingo de manhã...



Uma conversa matinal


Domingo de manhã, chega-me o miudo e pede-me: podes mostra-me um "espinossauros"? Onde ouviste essa Miguel? Tu és professor de biologia deves saber que existem espinossauros. Existem? Ah esqueci-me, existiam há milhões de anos. Pois. Aqui em casa há milhões de anos existiam espinossauros? É melhor parar o post que estou a fazer e ligar o google. Pois é. afinal existiram mesmo os Espinossauros! Claro, tu és professor de Biologia sabes tudo! Nem tudo Miguel, mas deixa lá ver se a wikipedia sabe mais alguma coisa sobre estes dinossáurios.

O espinossauro (Spinosaurus aegipticus, do latim "lagarto espinho") foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede. Viveu durante o período Cretáceo, principalmente na região que é hoje o norte da África. Foram descobertos dentes e vértebras de espinossaurídeos no norte do Brasil também. Vestigios de espinossauros também foram encontrados na ilha do Cajual no Maranhão no Brasil.
O espinossauro foi o maior dinossauro carnivoro que já existiu, com adultos medindo em torno de 6 metros de altura por 15 a 18 metros de comprimento e pesando entre 6 e 9 toneladas. Possuíam grandes prolongações espinhais nas vértebras de suas costas, as maiores podendo chegar a 2 metros. Esses prolongamentos além de recobertos por pele, talvez tivessem alguma musculatura ou quantidade de gordura. Os cientistas cogitam como possíveis funções (independentes, mas não mutuamente exclusivas) dessa vela dorsal a termorregulação (armazenando o calor do sol, dando-lhe a vantagem de ser mais ágil que os outros répteis), exibição (sexual ou para intimidação de rivais) ou ainda uma armação esquelética de uma corcova de gordura similar a de alguns outros animais como touros atuais, que servem para armazenar energia. Há indícios de que os espinossauros se alimentavam de grandes peixes, e não só de dinossauros como se pode presumir. Esse animal possuía as tradicionais características dos outro predadores, a não ser os dentes que eram retos e não curvados e os braços um pouco maiores e mais fortes. Em 2004 a revista Nature anunciou a descoberta de um dente de espinossauro embebido numa vértebra de pterossauro, o que sugere a existência de uma relação predador-presa.
O espinossauro foi descoberto pelo paleontólogo alemão Ernst Stromer em 1912, no Egito. Stromer divulgou um estudo sobre alguns ossos de espinossauro e sustentou a tese de que o animal podia ter sido maior do que o Tiranossauro rex. No entanto, estes fósseis foram destruídos em 1944 num bombardeio contra um museu de Munique, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, os cientistas só descobriram ossos isolados de esqueletos de espinossauro.
Recentemente foi encontrado um fragmento do crânio de espinossauro medindo um metro de comprimento. Comparado com crânios já conhecidos, estimasse que tivesse no total cerca de 1,75 metros. Baseado nessas dimensões e em outros esqueletos da mesma espécie, os cientistas calculam que essa criatura teria entre 16 e 18 metros de comprimento e pesando entre sete e nove toneladas, sem duvida o maior predador que já andou pela terra e deixou vestigios. Desta maneira, o dinossauro supera o Tiranossauro rex, cujo maior fóssil já encontrado até agora, batizado como "Sue", mede quase 13 metros de comprimento e possivelmente pesou 6,4 toneladas.

Fonte : Wikipedia

domingo, 23 de novembro de 2008

Penas luxuosas!



As penas do Epidexipteryx hui, a nova espécie de dinossauro descoberta na China, eram simplesmente um luxo - mas não serviam para voar.


O animal, do tamanho de um pombo e descrito por Fucheng Zhang e colegas da Academia Chinesa de Ciências na revista científica "Nature" , é o parente mais próximo das aves e dos dinossauros, mas a estrutura de suas plumas indica que elas serviam apenas para cobrir e adornar o corpo, e não como ferramentas para decolar.

Com 160 milhões de anos, este dinossauro penoso possuia longas penas caudais que podem ter ajudado a atrair o sexo oposto.

Artigo do Jornal Público, 23 de Outubro 2008



Não tinha mais de 200 gramas, era carnívoro e as penas serviriam para conquistar as fêmeas
As rochas da China revelaram mais um enigma do Jurássico, pronto para entrar na lista dos cinco dinossauros mais estranhos do imaginário das crianças (e dos adultos). O Epidexipteryx hui não era maior do que um pombo, tinha penas, era carnívoro, mas provavelmente não conseguia voar. A descoberta foi publicada hoje na revista científica Nature, por um grupo de investigadores da Academia de Ciências da China.
Os fósseis do Epidexipteryx (que significa "o que tem penas de exibição", em grego) foram encontrados em Ningcheng, no Norte da China. Os fósseis são do Jurássico médio e tardio. Estima-se que o predador tenha vivido entre há 168 e 152 milhões de anos, um pouco antes da famosa Archaeopteryx, a primeira ave, com um aspecto próximo do dos dinossauros.
O Epidexipteryx era um carnívoro bípede (um terópode) pequeno, com o corpo coberto de penas que não eram apropriadas para voar. A sua característica mais distinta: as quatro longas penas, que saíam cauda e ficaram bem preservados.
Os investigadores julgam que as penas são ornamentais e que cumprem uma função importante para a reprodução. Há muitas espécies aves com penas grandes e de cores exóticas, que são importantes p o ritual de acasalamento. O mesmo poderia acontecer com o Epidexipteryx.
O novo dinossauro deveria pesar menos que 200 gramas. O esqueleto tinha várias características parecidas com os das aves e os paleontólogos colocaram a espécie ao lado das primeiras linhas evolutivas dos dinossauros voadores.
"O Epidexipteryx é o mais antigo dinossauro terópode conhecido ( tem penas ornamentais", diz o artigo na Nature.
Mas esta plumagem sem funções para o voo leva os autores do artigo a conjecturar que, evolutivamente, as penas aparecer primeiro para funções de comportamento e só depois foram utiliza' para voar.
A única alternativa será se os antepassados desta, espécie tiverem' desaprendido" de voar, como aconteceu com a galinha e a avestruz. Se qual for o caso, é obrigatório que este dinossauro apareça na próxima sequela do filme Jurassic Park.

Artigo de Nicolau Ferreira, Público quinta-feira, 23 de Outubro 2008


Estudo dos fósseis - Introdução

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