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domingo, 18 de janeiro de 2009

Breve História da Vida na Terra

Tempo GeolóGico

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Os grandes acontecimentos da história da Terra estão registados nas rochas. Ao estudar as rochas e os fósseis, os geólogos podem conhecer a história das mudanças ambientais que ocorreram na Terra e compreender a evolução dos seres vivos, bem como o desaparecimento total ou parcial de espécies - extinções em massa.

A história da Terra está marcada por vários acontecimentos de carácter cíclico que fazem parte do registo geológico. Os sucessivos arrefecimentos - glaciações - e aquecimentos globais alteraram a temperatura à superfície do planeta. As subidas e descidas do nível do mar - transgressões e regressões marinhas, modificaram a linha de costa. O impacto de meteoritos provocou intensas erupções vulcânicas que libertaram grandes quantidades de cinzas e gases tóxicos que modificaram a composição da atmosfera.

O tempo geológico está relacionado com os grandes acontecimentos da história da Terra, desde a sua origem até à actualidade.

O tempo geológico está dividido em etapas, formando a escala do tempo geológico - um calendário da história geológica da Terra. Cada intervalo de tempo nesta escala está relacionado com um conjunto correspondente de rochas, fósseis e acontecimentos geológicos. A escala está dividida em etapas designadas por Eons, que foram divididas em Eras, por sua vez divididas em Períodos.

Como evoluiu a vida na Era Paleozóica?

A etapa mais longa da história da Terra, desde a sua formação até há 550 milhões de anos, denomina-se Pré-Câmbrico. Os primeiros fósseis que se conhecem têm cerca de 3,5 mil milhões de anos e parecem ser antigas cianobactérias. Estes seres vivos muito simples terão formado colónias e evoluído para células eucarióticas.

Durante o Pré-Câmbrico evoluíram algas fotossintéticas que enriqueceram em oxigénio os mares e a atmosfera. Este foi o acontecimento biológico mais importante a seguir à origem da vida. A evolução seguiu o seu percurso e desenvolveram-se os primeiros seres vivos pluricelulares a partir dos eucariontes.

Seguiu-se a Era Paleozóica, caracterizada por uma explosão de biodiversidade aquática no Câmbrico. Nos mares quentes evoluíram numerosos grupos de animais aquáticos invertebrados com esqueleto, como as trilobites e os corais. O desenvolvimento do esqueleto terá sido uma das causas do abundante e diversificado registo fóssil desta Era.

Durante a Era Paleozóica desenvolveu-se uma grande diversidade de fauna e flora. Surgiram os primeiros Peixes, Anfíbios e Répteis. Iniciou-se a colonização dos ambientes húmidos da Terra por plantas semelhantes a musgos. À medida que ocorria a evolução biológica, algumas formas extinguiram-se, como aconteceu com as trilobites e outros organismos marinhos.

O final da Era Paleozóica foi marcado por uma extinção em massa de muitos seres vivos aquáticos e terrestres.

Mesozóico - a Era dos grandes répteis

Após a extinção em massa do final do Paleozóico, seguiu-se a era Mesozóica, durante a qual a Terra voltou lentamente a enriquecer em vida. As florestas de fetos foram sendo substituídas or florestas de árvores com pinhas, como as sequóias, e outras, omo ginkgos e palmeiras primitivas. No final desta Era surgiram s plantas com flor.

O Mesozóico foi a Era dos Répteis, tendo os ictiossauros e pterossauros dominado a Terra, esta Era também apareceram os primeiros mamíferos semehlantes a pequenos musaranhos.

O clima era quente e nos lares abundavam amonites que se extinguiram no final do Mesozóico, juntamente com os grandes répteis e a maioria das outras espécies.

Cenozóico - a Era dos Mamíferos

Seguiu-se a Era Cenozóica, durante a qual evoluíram os mamíferos. No início desta Era ocorreu a explosão da biodiversidade das plantas com flor, que ocuparam numerosos ambientes evoluíram até às formas actuais. Desenvolveram-se ecossistemas com plantas herbáceas, como savanas e pradarias. Os répteis encontram-se representados pelos lagartos, crocodilos, tartarugas e serpentes.

Nesta Era as Aves e os Mamíferos con-íguiram colonizar todos os ambientes, evoluindo para uma enorme biodiversidade. Os hominídeos também surgiram no cenozóico, evoluindo até às formas actuais.

As grandes etapas da história da Terra têm sido marcadas por extinções em massa. Foi o que aconteceu com as trilobites, no final do Paleozóico, e com os dinossauros, no final do Mesozóico.

domingo, 4 de janeiro de 2009

A Terra conta a sua história - Estudo dos Fósseis

O estudo dos fósseis é fundamental para a reconstituição da história da Terra e das suas etapas.

Resumo dos conteúdos da aula

Mas, o que são os fósseis?

Fósseis são restos ou quaisquer outros vestígios de seres vivos que viveram em épocas geológicas anteriores à actual.

Fossilização é o conjunto de fenómenos físicos, químicos e biológicos que permitem a formação de fósseis.

Paleontologia é o ramo da Geologia que estuda os fósseis.

Para se formar um fóssil, é necessário que haja condições para essa formação. Quais?

Mumificação ou Conservação Total é o mais raro processo de fossilização e são necessárias condições especiais para que possa ocorrer, ou seja, o ser vivo, ou parte dele, deverá ser envolvido logo após a sua morte, por uma substância impermeável, como, por exemplo, âmbar ou gelo. Exemplo: insectos em âmbar e mamutes na Sibéria.



Mineralização consiste na substituição gradual das substâncias originais do ser vivo por substâncias minerais, mantendo com perfeição as características originais. Exemplo: Dentes.


Moldagem é um processo de fossilização, em que apenas se preservam as partes duras dos seres vivos, como conchas, dentes e ossos, desaparecendo totalmente a parte mole.


Este tipo de fossilização é facilitado pela existência de sedimentos depositados em meio aquático.
Neste processo diferenciam-se duas formas de moldagem o:

molde externo - quando a parte exterior do ser vivo desaparece, deixando a sua forma gravada nas rochas que o envolveram. Expl. Fetos.

molde interno - quando os sedimentos entraram no interior da parte dura (por exemplo, concha) e quando esta se dissolve fica o molde da parte interior. Exemplo: moldes de Amonites.


Marcas é o tipo de fossilização mais abundante em que permanecem vestígios deixados pelos seres vivos: pegadas, ovos, etc.
Exemplo: pegadas de dinossáurios, ovos de dinossáurios.


Fósseis vivos são fósseis de espécies que ainda existem, constituindo o melhor testemunho da evolução da vida na Terra, mostrando-nos que, ao longo do tempo, os seres vivos sofreram modificações quando comparados com as espécies actuais. Expl: Náutilus



Qual é a importância geológica dos fósseis?


1. permitem a determinação da idade relativa dos terrenos;
2. revelam a extinção dos continentes e mares nas diferentes eras geológicas;
3. permitem o conhecimento das condições climáticas em cada era;
4. determinam a área de dispersão dos animais e plantas nessas eras;
5. permitem a reconstituição da respectiva fauna e flora.


Os fósseis são testemunhos da extinção de espécies e também da evolução das espécies, isto é, do aparecimento de uma nova espécie devido ao desaparecimento de uma outra que lhe deu origem.


Os fósseis de idade ou fósseis estratigráficos são os que permitem datar os estratos em que se encontram, por serem contemporâneos da sua formação, ou seja, têm a mesma idade. Um exemplo de fósseis de idade são as Trilobites (Paleozóico).



Os fósseis de idade possuem as seguintes características:


  • surgem apenas num determinado intervalo de tempo;


  • esse intervalo de tempo corresponde a um curto período de tempo geológico;


  • apresentam uma grande área de distribuição geográfica;


  • são em número muito elevado.

Fósseis de fácies são fósseis que pela sua presença indicam as condições do ambiente em que as rochas que os contém se formaram. Um exemplo típico destes fósseis são os corais, cujo ambiente actual retrata a reconstituição do ambiente passado.






Mapa de Conceitos



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Iguanas do Arquipélago dos Galápagos

Documento 1

Um site muito interessante. Clica no link em baixo e podes fazer uma viagem virtual à fauna do Brasil entre os 90 e os 70 M.a.

"As máquinas do tempo continuam confinadas à ficção científica, mas um grupo internacional de pesquisadores acaba de chegar o mais perto possível de uma viagem ao passado do Brasil, durante a última fase da Era dos Dinossauros. Eles concluíram a reconstrução mais abrangente já tentada da fauna do país entre 90 milhões e 70 milhões de anos atrás, reunindo todos os vertebrados fósseis conhecidos dessa época. Os animais reunidos pela “máquina do tempo” dos paleontólogos não viveram em todo o Brasil. Eles são oriundos do chamado grupo Bauru, o conjunto de rochas mais rico do país em termos de resquícios dessa época. Essas formações rochosas são encontradas no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. É bem provável, no entanto, que as regiões vizinhas -- como a capital paulista e Belo Horizonte -- abrigassem os mesmos bichos. "


Documento 2

Quando chegou ao Arquipélago dos Galápagos, Darwin só não praticou seu desporto preferido, a caça, porque os animais eram muito dóceis e não fugiam, não fogem ainda, quando vêem os humanos. Ele deixou a carabina de lado, pegou numa iguana marinha com as próprias mãos e jogou-a na água várias vezes, para analisar o comportamento e o modo de nadar destes animais que ocorrem apenas nestas ilhas.
Ao nadar, os indivíduos da espécie Amblyrhynchus cristatus, colocam as patas para trás e balançam o corpo de lado, incluindo a cauda que tem metade do tamanho do corpo que é, nos adultos, de um metro. A sua coloração é preta o que ajuda na camuflagem de predadores no substrato de lava endurecida e negra, mas principalmente porque os ajudam a absorver calor, pois a água do mar é fria e as iguanas precisam se aquecer depois de se alimentarem de algas que crescem aderentes a rochas a dez metros ou mais de profundidade.

domingo, 19 de outubro de 2008

Lição nr. 9 e 10 - Terra um Planeta com vida

Origem da Biodiversidade

Documento 1 - Origem da Vida na Terra



Documento 2 - Biodiversidade e Darwin

Darwin e a volta ao mundo pelo Beagle Conheça a teoria revolucionária que surgiu das observações de uma viagem

Marinheiros, é hora de içar âncoras! Passageiros, embarquem! O capitão avisa que o veleiro Beagle está pronto para começar sua viagem ao redor do mundo! Os ventos que impediram o navio de zarpar duas vezes não apareceram hoje, 27 de dezembro de 1831, e o Beagle parte da Inglaterra. Leva a bordo um jovem inglês de 22 anos chamado Charles Darwin, o naturalista do navio. Seu trabalho é observar e estudar as características geológicas e naturais dos locais visitados. Darwin não receberá salário, mas quem precisa de dinheiro? A recompensa virá quando ele retornar à Inglaterra após cinco anos de viagem. Na bagagem, trará observações para desenvolver a teoria fundamental da biologia: a teoria da seleção natural.
Quem não gostou da viagem foi o pai de Darwin. Ele estava preocupado com o futuro do filho. E tinha motivos de sobra! Darwin havia abandonado a faculdade de medicina e, na época da partida do Beagle, estudava na Universidade de Cambridge para ser pastor. O pai de Darwin nem poderia imaginar que seu filho seria um importante cientista. Afinal, na infância, Darwin era considerado pelos professores um aluno com inteligência abaixo da média.



A bordo do Beagle, Darwin passou cinco semanas explorando asilhas Galápagos (imagens: Ciência Hoje na Escola, volume 9)
Darwin embarcou no veleiro e trabalhou muito para ser respeitado como cientista. Atingiu seu objetivo ao propor a teoria da seleção natural. Até o século 19, era aceita a idéia de que animais, vegetais e o homem foram criados por Deus e não mudaram desde então. Mas, durante o trajeto do Beagle, Darwin supôs que os seres vivos se modificavam. Notou que eles se adaptavam ao ambiente em que viviam e apresentavam características diferentes de acordo com o lugar que habitavam. Observou ainda que as espécies extintas e as atuais tinham pontos em comum.
Ao voltar a Londres, Darwin tentou descobrir por que os seres vivos se adaptavam ao ambiente. Em 1837, começou a pesquisar criações de animais e plantas. Viu que os fazendeiros escolhem para a reprodução animais com características vantajosas, como a força. O objetivo é aprimorar a espécie, pois os filhotes herdam as características dos pais. Mas como aplicar a seleção aos organismos que vivem na natureza?

A solução veio quando Darwin menos esperava! Em 1838, ele leu o livro Ensaio sobre o princípio da população, de Thomas Malthus. Segundo Malthus, é preciso controlar a natalidade para evitar epidemias, guerras e catástrofes geradas pelo excesso de população. Darwin percebeu que os seres vivos lutam pela sobrevivência e o vencedor é a espécie melhor adaptada ao ambiente. Os mais aptos e adaptados vivem por um período maior de tempo e geram mais filhos. Já os seres vivos menos aptos vivem menos e deixam número menor de descendentes. De forma gradual, aumenta a freqüência de mais aptos e diminui a de menos aptos. Até que os menos aptos desaparecem e são substituídos pelos mais aptos. Darwin havia formulado a teoria da evolução pela seleção natural! Mas o naturalista decidiu não escrever nenhuma linha sobre ela...

Mara Figueira
Ciência Hoje/RJ29/05/01


Queres ler a continuação da história ? clica neste link :
http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/2622


Documento 3 - Um pouco mais de... Darwin


A Origem da biodiversidade - contributos da Teoria Darwinista Na tentativa de encontrarem uma explicação para a diversidade da Vida na Terra, Charles Darwin e Alfred Wallace estudaram os ecossistemas em algumas ilhas do Oceano Pacífico.
Charles Darwin observou, nas Ilhas Galápagos, várias espécies de seres vivos, entre os quais umas iguanas marinhas. Estas eram idênticas às que Darwin tinha visto na Floresta da Amazónia a treparem às árvores para comerem frutos, mas mais pequenas e com um comportamento peculiar. Eram destemidas mergulhadoras e alimentavam-se essencialmente de algas, que cresciam nas rochas do fundo do mar. Apresentavam garras mais longas do que as iguanas da Amazónia, o que lhes permitia agarrarem-se às rochas, e podiam mergulhar durante mais de meia hora.
Como resultado das suas investigações, Darwin e Wallace formularam a Teoria da Evolução pela selecção natural. Segundo esta teoria, só sobrevivem os seres vivos melhor adaptados às condições do meio ambiente. Os seres seleccionados pela Natureza possuem um conjunto de características hereditárias, que os tornam mais aptos para sobreviverem, reproduzirem-se e originarem, ao fim de muitos anos, outros seres com algumas diferenças em relação ao padrão original. Com este mecanismo, uma espécie ancestral pode originar várias outras ao fim de muito tempo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Lição nr. 7 e 8

O nascimento do Planeta Terra